A noite...

 

 

A noite já caiu lá fora, está uma noite calma em que reina a paz, o céu está limpo e estrelado e eu insisto em vê-lo só pela janela.

O ambiente da rua é contraditório com o turbilhão de sentimentos e emoções que permanece no meu corpo há dias!

O meu coração bate desesperadamente!

O meu corpo ensendeia-se de desejo!

A minha boca grita o teu nome!

As minhas mãos tentam agarrar a tua imagem que o meu cérebro criou...

Ahhh.. Por vezes penso que não passas de uma ilusão! Fico tanto tempo sem te ver, mas depois tu apareces de mansinho como se quisesses recompor todas as peças que tinham ficado perdidas no puzzle da nossa vida.

Chegas devagarinho e com palavras bonitas, tocas suavemente no corpo que tem o teu nome tatuado, respiras bem perto do meu pescoço e fazes-me tremer.

Os dias em que aqui estás parecem dias perdidos no tempo, em que nada mais importa, esqueço o relógio, e as horas passam sem que nenhum de nós se aperceba.

A dura realidade volta quando tu me dizes que vais embora.

E mais uma vez questiono-me sobre quando voltarás.

Sem ti, a solidão apodera-se do meu organismo, respiro fundo, o coração volta a bater no seu ritmo mais acelerado até se habituar à tua ausência novamente.

Partis-te mais uma vez e eu continuo aqui a olhar o céu e esperando o teu regresso.

 

... foi ilusão?

 

 

publicado por diariodesentimentos às 00:00 | favorito
sinto-me: melancolica