Pintas o sol da cor da terra mas não o meu corpo!

Ainda eu era pequena

mas recordo-me tão bem

de fazeres pinturas de sonhos

em certas noites serenas.

Pintavas a lua da cor do mar,

e fazias pinturas de guerra

que eu não sei apagar.

Assim era, até que um dia

por milagre ou por magia

com o vento tudo mudou.

A luz é simples

como um balão prateado

que sobe na direcção da lua.

O balão que viaja com os meus sonhos.

Quises-te pintar a lua na minha mão

e eu deixei

Quises-te pintar o sol da cor do mar

misturas-te o vento e a lama

as nuvens e a areia

a terra e o céu.

Por quantas provas terei eu que passar?

Enganar-me a mim? Nem vão sentido!

Pintas o sol da cor da terra mas não o meu corpo!

publicado por diariodesentimentos às 20:04 | sussura-me! | favorito
sinto-me: a recordar